A Aloe entre os povos nativos da África
Relata-se que o botânico ingles M.Miller, ao chegar ao Cabo da Boa Esperança, ficou admirado com a pele muito bonita e lisa dos nativos, inclusive a dos mais idosos.Ele passou a observar a sua forma de vida e constatou que lavavam seu corpo e seus cabelos com o gel da aloe. Hoje é sabido que ela não apenas cura a pele, mas também lhe dá tratamento e proteção, servindo ao mesmo tempo, por isso, como proteção contra picadas de insetos. Também funciona como desodorante, e por isso os nativos tomavam banho de aloe para abrandar o cheiro de sua pele. Dessa maneira também suas caçadas tinham mais sucesso, já que os animais não sentiam seu odor.
O célebre pesquisador da África, Sir Robert Burton, observou um ritual de enterro dos aborígenes, na Etiópia e na Somália, em que a aloe era plantada sobre jazigos dos mortos. O florescimento da aloe indicavam que os falecidos tinham sido recebidos no paraíso. Uma outra tribo africana tomava banhos públicos usando o seu suco, quando havia algum surto de gripe. Os médicos-feiticeiros bantos já diferenciavam 20 espécies diferentes de aloe para o tratamento de feridas, inflamações nos olhos, resfriados e mesmo doenças sexuais, hemorróidas e mau funcionamento do intestino.” ( Texto extraído do livro “Os capilares determinam nosso destino” , de Michel Peuser , Editora Disal).
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